19 de março de 2015

O TRIUNFO DO TEATRO

De forma a comemorar o Dia Mundial do Teatro, no próximo dia 28, último sábado de março, pelas 21 horas e 30 minutos, o Centro Cultural de Ansião irá ser palco da estreia da mais recente produção do Teatro Olimpo, “O Triunfo das Personagens”, da autoria de Casimiro Simões, num espetáculo que será de entrada livre, com o apoio da Câmara Municipal e da Fundação INATEL.
O texto shakesperiano “Romeu e Julieta” serve de "pedra de toque" para um elenco constituído por Marisa Gomes, Ricardo Vinagre e Sílvia Ferrete, partir em busca da verdadeira essência do Teatro, usando-a como instrumento de libertação do EU.
Nesse “processo” de descoberta, os atores (e as suas personagens) irão acabar por deparar com diversas questões de resposta quase impossível, como por exemplo, o que é o amor e o que é a beleza…

Registe-se que esta estreia irá elevar para quatro, o número de produções que o Teatro Olimpo mantém atualmente em cena. Assim, para o ano de 2015, serão também exibidos, um pouco por todo o país, outros três espetáculos, estreados em anos anteriores.

“Nem Louco, Nem Morto!”, de Raúl Brandão, uma farsa estreada em 2014 e construída a partir de “O Doido e a Morte”, cujo enredo gira em torno de um Governador Civil, símbolo do poder balofo e burocrático que afinal nada governa, frontalmente ridicularizado pelas restantes personagens. Assim, num rotineiro dia que até poderia ser igual a tantos outros, quando está a tentar escrever mais uma das suas fastidiosas poesias, criadas durante o horário de expediente, um Governador Civil recebe a visita de uma genial cientista, portadora de uma poderosa bomba, capaz de destruir tudo e todos, arrastando o político/poeta para uma verdadeira espiral de loucura…
“Harpagão, O Velho Avarento”, de Molière, peça estreada em 2013. Harpagão é um velho viúvo que mantém bem fechados os cordões à bolsa. Inigualável mão de vaca, enriqueceu desmesuradamente limitando-se a exercer a “nobre” atividade de agiota. Mas um belo dia, Cleanto, o seu único filho, revolta-se contra a absurda pobreza imposta pelo progenitor…
“O Que Há Mais São Homens!”, espetáculo estreado em 2009, que consiste num verdadeiro carrocel de episódios, mais ou menos rocambolescos, com o firme objetivo de satirizar essa eterna guerra celebrizada como “dos sexos”…  Trata-se de uma peça construída a partir de contos do escritor Luís Veríssimo, à semelhança de outras produções anteriores, eminentemente cómicas, que obedeceram aos mesmos moldes: “Caleidoscópio” (estreada em 2007), “Curso Básico Para Uma Relação A Dois” (estreada em 2005) e “Mentiras” (estreada em 2004).


1 de janeiro de 2015

TEATRO OLIMPO CELEBRA ANIVERSÁRIO COM ESPETÁCULO MUITO ESPECIAL



No próximo dia 10 de janeiro, sábado, pelas 21,30 horas, o Centro Cultural de Ansião irá ser palco da comemoração do 18º Aniversário do Teatro Olimpo, o único grupo cénico do nosso concelho.
O público terá entrada livre e irá ser convidado a assistir a um espetáculo muito especial, excecionalmente composto por duas peças: “O Parque”, da autoria de Ricardo Vinagre, um dos atores do grupo, e “O Que Há Mais São Homens!”, do escritor brasileiro Luís Fernando Veríssimo. Na primeira delas, poderemos conhecer a história de um sem-abrigo, alguém com um passado de pessoa “normal”, mas que, devido aos infortúnios da vida, se viu obrigado a “residir” na rua.
Quanto à segunda peça, a mesma já foi estreada em 2009, mas vai agora ser alvo de reposição, por ser a comédia que, em todo o historial do grupo, mais espetáculos realizou pelo país. Nela se exibe uma sucessão de histórias sobre a eterna guerra dos sexos, narradas por três atrizes e um ator.
Diga-se que o Teatro Olimpo foi fundado a 11 de janeiro de 1997 e encontra-se sedeado no Centro Cultural de Ansião. Nas suas “fileiras” de atores e técnicos, tem contado com elementos de todas as freguesias do nosso concelho, dedicando a maior parte das suas energias, à regular itinerância pelo país, de forma a poder responder aos muitos convites que habitualmente recebe para participar em festivais teatrais, organizados por diversas entidades. Assim, do seu currículo geográfico, constam já representações em cerca de 90 municípios portugueses, muitos deles com presença reiterada ao longo da última década.

Estreando pelo menos uma nova peça por ano, ao longo do seu percurso o grupo ansianense logrou percorrer muitos dos textos mais emblemáticos da história do teatro, tais como “O Avarento”, de Molière, “A Casa de Bernarda Alba”, de Garcia Lorca, “Deus Lhe Pague”, de Joracy Camargo”, “Hamlet Ou Talvez Não”, de Paul Rudnick, “O Doido e a Morte”, de Raúl Brandão, e “Auto da Índia”, de Gil Vicente, entre outros.

31 de outubro de 2014

ENCENA 2014 ANSIÃO VAI REUNIR TEATRO DE VÁRIAS REGIÕES



No segundo fim-de-semana de novembro, o Centro Cultural de Ansião irá acolher mais uma edição do “ENCENA”, festival que todos os anos procura reunir no mesmo certame, um pouco do melhor teatro amador que se vai fazendo no nosso país.
A abrir a programação, na sexta-feira, dia 7, às 21.30 horas, o anfitrião Teatro Olimpo, apresentará “Nem Louco, Nem Morto!”, a mais recente comédia do grupo ansianense. O mote desta produção assenta na seguinte pergunta: “o que é o juízo e o que é a loucura?” E uma das eventuais respostas a dar até poderá ser: “simples pontos de vista e mais nada!” Construída a partir da peça “O Doido e a Morte”, de Raúl Brandão, o respetivo enredo gira em torno de Baltasar Penacho de Moscoso, um inútil governador civil que dedica todo o seu horário de expediente à construção de poesias, sem conseguir enxergar a sua enorme falta de talento para tão nobre arte…
Para o segundo dia do festival, estão agendados dois espetáculos. Assim, no sábado, dia 8, às 15.30 horas, o público infantil poderá assistir à peça “Hansel e Gretel”, da autoria dos irmãos Grimm, apresentada pela Companhia de Teatro A Capoeira, oriunda de Barcelos: ¨Hansel e Gretel, são dois irmãos que vivem com o pai e com a madrasta, numa família bastante pobre. Entretanto, a madrasta, por ser tão má, convence o pai das crianças a abandoná-las numa floresta, com o argumento de que, caso contrário, morreriam todos com fome, dada a escassez de alimentos. É este o início de uma história maravilhosa, cheia de cumplicidade entre os dois irmãos protagonistas.¨
Depois, no mesmo dia, mas à noite, pelas 21.30 horas, o TEIA de Alvarim, concelho de Tondela, levará à cena uma adaptação da “Fuga”, de Jordi Galceran, uma comédia de temática contemporânea, historiando a vivência de um quotidiano familiar, retratando porventura o que se passará com alguma regularidade na sociedade atual. “Um homem desesperado tenta suicidar-se. Mas rapidamente muda de intenções e contrata os serviços de uma prostituta. Entretanto, bate-lhe à porta, uma vendedora de gás natural… O homem é um ex-ministro, sendo que a prostituta e a vendedora fazem parte de uma complicada trama para extorquir dinheiro ao político”.
Entretanto, para o terceiro dia do festival está agendada a atuação do último grupo interveniente, o Teatro de Animação de Santa Eufémia, de Leiria, que apresentará “Comédia A Partir Das Lendas De Leiria”, de Constantino Alves, isto no dia 9, domingo à tarde, pelas 15.30 horas. Com efeito, a cidade de Leiria é rica em lendas que narram atos heroicos de homens e mulheres ao longo dos séculos. “Narram histórias de amor e paixão, narram acontecimentos milagrosos e retratam pessoas bizarras. Lendas que nos deixam encantados! As Três Portas da Sé, A Ponte do Cavaleiro, A Fonte da Barroquinha, a Tomada do Castelo de Leiria, Os Corvos, A Princesa Zara (filha de um rei mouro), são exemplo disso”.
Uma nota final para referir que serão gratuitas as entradas em todos os espetáculos deste “Encena 2014”, num evento mais uma vez resultante de uma parceria entre o ansianense Teatro Olimpo e o município local.

1 de agosto de 2014

MOLIÈRE NAS FESTAS DO NOSSO CONCELHO


No próximo dia 8 de agosto, às 21 horas e 30 minutos, num espetáculo de entrada livre que integra a programação das festas do nosso concelho, o Centro Cultural de Ansião vai acolher o regresso de “Harpagão, O Velho Avarento”, uma comédia do Teatro Olimpo, construída a partir de “L’Ávare”,de Molière, grande dramaturgo francês do século XVII. 
Em cena desde 2013, o enredo gira em torno de um “velhote forreta” de nome “Harpagão” (cuja etimologia, não por acaso, remete para o conceito de “rapacidade” ou “aquele que rapa tudo”), incapaz de cultivar sentimentos por qualquer outro bem que não sejam as muitas moedas de ouro que amealhou ao longo dos anos, produto da sua atividade de usurário. Ei-lo num dos seus desabafos existenciais:
“Que trabalhão não é guardar em casa grandes somas de dinheiro!... Há que as distribuir por várias caixas e ocultá-las em diferentes lugares. Oh, a canseira de encontrar sítios seguros para as esconder. Ò preciosas caixas! Feliz quem tem todos os seus haveres bem colocados e guarda em casa apenas o necessário para as despesas mais imediatas…" 
Adaptada e encenada por Casimiro Simões, esta peça colhe ainda a assinatura técnica de Martina Mendes, responsável pela luz e som. 
Por seu lado, o elenco integra os seguintes atores, por ordem de entrada em cena: Sílvia Ferrete, Sara Joaquim, Wilson Subtil, Casimiro Simões, Ricardo Vinagre e Sónia Valente.

23 de março de 2014

ANSIÃO DEDICA DIA MUNDIAL DO TEATRO A RAÚL BRANDÃO



Assinalando a passagem do Dia Mundial do Teatro, o Centro Cultural de Ansião irá ser palco no próximo dia 29 de março, da reposição de “Nem Louco, Nem Morto!”, a mais recente comédia do Teatro Olimpo, que subirá ao palco quando forem 21 horas e 30 minutos, para uma sessão de entrada livre, num evento que tem vindo a ser comemorado anualmente, em parceria com o Município.
Estreada no passado mês de janeiro, trata-se de uma peça cómico satírica que assenta numa adaptação da farsa “O Doido e a Morte”, de Raúl Brandão, texto publicado em 1923 que é unanimemente considerado como uma das obras mais emblemáticas do teatro português contemporâneo. A ação desenvolve-se num contexto marcado pela degradação da vida social e política da República. “Afirmação do génio” para José Régio, “definitiva criação do teatro português de todos os tempos” para David Mourão-Ferreira, foi pela primeira vez representada no Teatro Politeama em 1 de março de 1926.
Também o Teatro Olimpo se apaixonou por esta “preciosidade” da literatura dramática portuguesa e partiu para a sua adaptação, procurando exaltar as suas melhores passagens.
O dramaturgo Raul Brandão (1867-1930) foi aliás uma das grandes figuras da literatura portuguesa na transição do século XIX para o século XX. “O teatro viveu sempre no seu espírito como um sonho adiado”, como disse João Pedro de Andrade. Sonho pressentido nas suas crónicas do “Correio da Manhã” (1895), nas quais defendia um teatro cuja “linguagem sem frases se não perdesse em palavras, que permitisse revelar a alma descarnada dos homens e das coisas”.


4 de janeiro de 2014

NOVA PRODUÇÃO “NEM LOUCO, NEM MORTO!”



No próximo dia 11 de janeiro, às 21 horas e 30 minutos, num espetáculo de entrada livre, o Centro Cultural de Ansião irá ser palco de “Nem Louco, Nem Morto!”, a mais recente produção do Teatro Olimpo, estreia que marca a passagem do 17º aniversário do grupo.
Trata-se de uma farsa construída a partir de “O Doido e a Morte”, peça de Raúl Brandão cujo enredo gira em torno de um Governador Civil, símbolo do poder balofo e burocrático que afinal nada governa, frontalmente ridicularizado pelas restantes personagens. 
Assim, num rotineiro dia que até poderia ser igual a tantos outros, quando está a tentar escrever mais uma das suas fastidiosas poesias, criadas durante o horário de expediente, um Governador Civil recebe a visita de uma genial cientista, portadora de uma poderosa bomba, capaz de destruir tudo e todos, arrastando o político/poeta para uma verdadeira espiral de loucura…

ELENCO (POR ORDEM DE ENTRADA EM CENA):
Ricardo Vinagre (como Baltasar Penacho de Moscoso, o Governador Civil); Catarina Reis (como Etelvina, a genial professora de química); Sónia Valente (como Judite, a funcionária de limpeza); Marisa Gomes (como Ana Penacho de Moscoso, a esposa do Governador Civil) e Francisco Salgueira (como Nunes, o secretário do Governador Civil).

DIREÇÃO TÉCNICA DE LUZ E SOM: Martina Mendes

ADAPTAÇÃO E ENCENAÇÃO: Casimiro Simões

2 de novembro de 2013

“ENCENA 2013” JUNTA ESTE ANO MOLIÈRE, NATAL, SARAMAGO e PINÓQUIO



Dia 8 de novembro, às 21.30h., Centro Cultural de Ansião

“HARPAGÃO, O VELHO AVARENTO”, de Molière, pelo Teatro Olimpo (de Ansião)

A ação decorre em Paris, no Século XVII, focando-se no tema da avareza: “Afinal de contas, os cofres são suspeitos, não há que confiar neles, por serem precisamente uma isca certa para ladrões, pois é sempre a primeira coisa que vão assaltar… Mas será boa ideia enterrar no jardim da própria residência, uma caixinha com dez mil dobrões em moedas de ouro?... Dez mil dobrões é uma soma bastante elevada, mais os vinte mil dobrões que também estão escondidos por aí, nas outras caixinhas… Enfim, não é pequena atrapalhação, isto de descobrir em toda a casa, esconderijos seguros para tão preciosas caixinhas…”
Encenação: Casimiro Simões

Dia 9 de novembro, às 15.30h., Centro Cultural de Ansião

“JOANICO ESPECIAL DE NATAL” (espetáculo para o público infanto-juvenil), texto coletivo do Ultimacto de Cem Soldos (de Tomar)

Em pleno período pré-natalício, a “pequenada” de Ansião vai receber a visita do fantabulástico Joanico Viageiro, grande contador de histórias alusivas à quadra natalícia. Vê-lo-emos contracenar com diversos bonecos e adereços que ilustram as incríveis peripécias passadas nas suas viagens, nas quais não faltam experiências vividas diretamente com os Reis Magos, o Pai Natal e o Bolo Rei, entre outros…
Encenação: Tozé Clemente

Dia 9 de novembro, às 21.30h., Centro Cultural de Ansião

"A NOITE", de José Saramago, pelos Plebeus Avintenses (de Vila Nova de Gaia)

Esta peça leva o espetador numa viagem histórica à redação de um jornal, em Lisboa, na noite de 24 para 25 de Abril de 1974, e, “qualquer semelhança com as personagens da vida real, seus ditos e feitos, será pura coincidência, evidentemente”. A ironia marca também presença nesta noite especial, levando-nos a um conflito entre chefias e trabalhadores, uns a gritar “A máquina está a andar” e outros “Há-de parar”, José Saramago sabia que a máquina não podia parar “Voltará a andar”… 
O objetivo é refletir sobre a ditadura portuguesa, sobre os jogos de poder que envolvem a política e as relações de trabalho, bem como fazer uma análise crítica ao funcionamento de uma redação de jornal.
Encenação: Eduardo Freitas
 Dia 10 de novembro, às 15.30h., Centro Cultural de Ansião
“PINÓQUIO”, de Pedro Wilson, pelo Teatresco (da Vieira de Leiria)
O velho Gepeto constrói Pinóquio a partir de uma árvore da floresta encantada… Um “ser” que Gepeto trata como filho… Uma criatura que afinal de contas aspira a tornar-se verdadeiramente… um boneco. Pinóquio, começa então uma fantástica aventura envolvendo-se numa série de confusões, que vão testar a coragem, a lealdade e a honestidade, virtudes que tem que aprender para se conseguir transformar num “boneco de verdade”.
Encenação: Pedro Wilson