3 de agosto de 2013

EM LISBOA FICAMOS OU À ÍNDIA É QUE VAMOS?...


Dia 9 de agosto, às 21.30 h., no Centro Cultural de Ansião
Teatro Olimpo apresenta
“Auto da Índia”, de Gil Vicente (entrada livre)

Através deste auto, escrito em 1509, o “pai” do teatro português veio fazer uma crítica muito dura à situação a que os governantes do seu tempo, então expunham a Nação portuguesa (representada pela protagonista Constança), deixando-a desamparada pelo investimento no “grande projeto” da Índia. Descurada que era a segurança do país, despovoado de homens válidos, a maior parte dos que embarcavam, efetivamente não mais regressavam, tendo como destino sem volta, mares e terras longínquas, num incessante “êxodo” do bom Povo português (representado pelo marido de Constança).

Gil Vicente previu também a “entrada” da Espanha (o Juan de Zamora) para se aproveitar dos “favores” da Nação e apoderar-se de Portugal. E fez ainda uma alusão aos abusos então cometidos por parte da baixa nobreza portuguesa, representada pelo fidalgo Lemos, alguém que não passa de um reles parasita, um cortesão que sempre procurou dinheiro fácil, com uma renda assegurada pelo Rei, conferida tão só pelo seu título nobiliárquico, sem quaisquer obrigações…

ADAPTAÇÃO E ENCENAÇÃO: Casimiro Simões
ELENCO: Daniela Neto (Constança), Sónia Valente (Moça), Casimiro Simões (Castelhano), Fernando Silva (Lemos) e Wilson Subtil (Marido)
LUZ E SOM: Carlos Duarte e Martina Mendes
CENOGRAFIA E FIGURINOS: Alex de Brito

21 de março de 2013

FADO E SÁTIRA POLÍTICA ASSINALAM “DIA MUNDIAL DO TEATRO”




No último fim-de-semana de março, em plena semana pascal, o Centro Cultural de Ansião irá ser palco das comemorações do Dia Mundial do Teatro, numa parceria entre o Município de Ansião e o Teatro Olimpo.
Assim, na quinta-feira, véspera de feriado, dia 28 de março, às 21.30 horas, o nosso grupo irá abrir o evento em apreço, fazendo a reposição de “O PAÍS DOS DECRETOS”, uma sátira ao poder político. Trata-se de uma peça que retrata a vida de um país imaginário, perdido algures no espaço e no tempo, povoado apenas por três habitantes: uma jovem varredora que limpa o lixo do chão, uma velhinha e subserviente limpadora do pó e ainda um chefe fanfarrão que assenta a sua liderança no poder supremo dos seus decretos. Tudo aparenta total harmonia até ao dia em que um dos subordinados decide derrubar o chefe, precipitando uma revolução...
Depois, na sexta-feira, dia 29 de março, também às 21.30 horas, o grupo convidado “Semente do Eixo”, oriundo de Aveiro, levará à cena uma comédia intitulada “O FADO DA VIDA”, presenteando o nosso público com um espetáculo de cariz musical, construído a partir de textos de diversos autores portugueses, sendo que o denominador comum será obviamente o fado, esse grandioso e indescritível património cultural nacional que, para além de cantado, será também dançado e satirizado porque, afinal de contas, a vida é “um verdadeiro fado”.
Acrescente-se que será gratuita a entrada em ambos os espetáculos. 

9 de março de 2013

TEATRO OLIMPO VAI INICIAR NO ALVORGE DIGRESSÃO PELO NOSSO CONCELHO



No próximo dia 17 de março, um domingo à tarde, o Teatro Olimpo inicia na freguesia do Alvorge, uma digressão que o levará a atuar um pouco por todo o concelho de Ansião.
Nesse dia, pelas 15 horas e 30 minutos, num espetáculo que será de entrada livre, o salão da Junta de Freguesia do Alvorge irá acolher a comédia recentemente estreada, “HARPAGÃO, O VELHO AVARENTO”, uma peça que narra as peripécias de um viúvo avarento que, teimosamente submete a uma penúria extrema, todos os que com ele vivem, nomeadamente o seu próprio filho.
Depois, chegados ao dia 20 de abril, o grupo vai assentar arraiais na Associação Cultural da Melriça, sendo que, para 18 de maio, está também agendada uma atuação na Sociedade Filarmónica Avelarense.
Ainda sem datas definitivas, estão também previstas atuações no Centro de Amizade de Santiago da Guarda e nas associações culturais de Chão de Couce, Pousaflores e Lagarteira.
Assinala-se que esta digressão colhe os apoios da Fundação INATEL e do Município de Ansião, bem como das diversas associações e juntas de freguesia nela envolvidas, como anfitriãs.

16 de janeiro de 2013

Para Recordar...

A AnsiaoTv esteve na Constantina e em Ansião para captar todos os pormenores das comemorações de mais um aniversário do Teatro Olimpo.
Aqui ficam os vídeos das respectivas reportagens, para recordar todos os "preliminares", bem como o evento marcante que foi a estreia da nossa mais recente produção, "Harpagão, o Velho Avarento" de Molière.





3 de janeiro de 2013

16º Aniversário do Teatro Olimpo

APLAUSOS PARA UM CONVIDADO MUITO ESPECIAL…




Neste mês de janeiro, completam-se dezasseis anos desde que a associação Olimpo, da Constantina, decidiu fundar uma secção cénica, criando dessa forma o nosso grupo, com abrangência e objetivos concelhios.

E para apadrinhar a passagem de mais um aniversário, decidimos convidar alguém muito especial: Jean Baptiste Poquelin, mais conhecido por Molière. Faleceu em 1673, mas algumas das suas personagens irão reaparecer em Ansião, numa produção do Teatro Olimpo, adaptada d’O Avarento daquele famoso comediógrafo francês.

Assim, no próximo dia 12 de janeiro, um sábado à noite, pelas 21 horas e 30 minutos, o auditório do Centro Cultural de Ansião irá ser palco da estreia de “Harpagão, O Velho Avarento”, comédia de Molière que terá direito a uma segunda apresentação na tarde do dia subsequente, ou seja, domingo, dia 13 de janeiro, pelas 15 horas e 30 minutos. Assinale-se que ambos os espetáculos serão de ENTRADA LIVRE.

Por ordem de entrada em cena, o elenco receberá os contributos de Marisa Gomes (no papel de Beatriz), Casimiro Simões (no papel de Harpagão), Daniela Neto (no papel de Dorimena), Ricardo Vinagre (no papel de Cleanto), Sónia Valente (no papel de Eufrosina) e Liliana Sá (no papel de Mariana). Os técnicos Carlos Duarte e Martina Mendes assinarão a luminotecnia e sonoplastia, respetivamente, enquanto a adaptação e encenação recolhe a assinatura de Casimiro Simões. 


2 de novembro de 2012

TRAGÉDIA GREGA ABRIRÁ “ENCENA 2012”














“Teseu, Rei de Atenas, é um herói. Todos o admiram. Todos os glorificam. Aos olhos dos súbditos, é um monarca terrivelmente perfeito. E o príncipe herdeiro, o seu filho Hipólito, gostava de ser como ele. Forte. Audaz. Heróico. Corajoso. Mas tal desejo parece estar ainda bem longe de poder vir a realizar-se. É que se o príncipe fosse realmente corajoso e forte, o pai Teseu já o teria levado para as batalhas. Por outro lado, a realidade em que acredita é outra. Convenceu-se que os seus sentimentos são frágeis e proibidos... Anseia por sentimentos e prazeres que não se atreve a revelar. Deseja ardentemente tocar a pele da madrasta, Fedra, a mulher escolhida pelo seu coração…”

Em pleno fim-de-semana de São Martinho, o ENCENA 2012, festival promovido em parceria com o nosso município, vai “assentar arraiais” no Centro Cultural de Ansião. Assim, na próxima sexta-feira, dia 9, às 21 horas e 30 minutos, vamos assistir ao regresso da corte de Teseu, Rei de Atenas, situação espácio temporal destinada a acolher “A Ira dos Deuses”, de Casimiro Simões, a mais recente peça do anfitrião Teatro Olimpo, estreada em fevereiro do corrente ano, espetáculo que iniciará o certame também participado por outros três grupos, oriundos de Pombal, Moura e Proença-A-Nova.
Apesar de ter sido escrita por um dramaturgo da atualidade, “A Ira dos Deuses” estrutura-se de forma similar a uma tragédia grega, um formato que, na ótica dos grandes pensadores teatrais, tem vindo a ser considerado como “o mais nobre dos géneros dramáticos”.
As personagens da tragédia grega são normalmente deuses, semideuses e heróis lendários. O traço característico do protagonista é o descomedimento, o desafio arrogante (hybris) aos deuses, ao destino, ou simplesmente às autoridades estabelecidas, atitude esta geralmente contrastada com as reflexões moderadas de um coro, que assim se torna o índice da sensata mediania humana.
A tragédia grega destina-se a operar uma purificação (cathársis) das tendências imorais de cada espetador, exibindo a consequência horrível (o páthos) de um descomedimento, incitando ao terror religioso e à compaixão. A tensão afetiva criada pela ação recíproca do repto heróico e das suas consequências patéticas, vai sempre em crescendo (clímax) até à “peripécia”, ou súbita evolução no enredo, que muitas vezes resulta do reconhecimento (anagnórise) de uma relação proibida entre as personagens.
No fim de contas, a estética da tragédia grega está em íntima relação com o seu próprio princípio ético, segundo o qual a virtude consiste em saber evitar os extremos e excessos.


NA RESTANTE PROGRAMAÇÃO DO “ENCENA 2012”, NÃO PERCAM:

Dia 10 de novembro, às 15,30 horas
“Ulisses”, pelo TAP (de Pombal)
GÉNERO: infanto-juvenil
SINOPSE: Apesar de todas as adversidades que sempre surgem no seu caminho, o herói Ulisses nunca desiste do seu objetivo: Penélope, a sua amada esposa. A sua determinação, o seu pensamento rápido e a sua coragem cativam-nos, inspiram-nos, fazendo-nos rir com a sua sagacidade e temer quando corre perigo. Mais de dezena e meia de personagens, convida os mais novos a partir à aventura do e pelo teatro. Até lá, Penélope continuará a tecer a sua manta de dia, para a desfazer de noite…
Encenação de Catarina Ribeiro e Humberto Pinto, a partir da “Odisseia”, de Homero

Dia 10 de novembro, às 21,30 horas
“Foi Milagre do Santinho”, pelo Grupo da Moura Encantada (de Moura)
GÉNERO: comédia
SINOPSE: O enredo gira em torno de um sacristão que vive desiludido com a pacatez da sua igreja e da pequena vila do interior onde reside. Entretanto como existe a profecia de que, um dia, a igrejinha local será um polo de prosperidade e orgulho para todos os fiéis, o sacristão forja um milagre fantástico, logrando dessa forma provocar peregrinações em massa ao seu templo, cativando multidões que trazem consigo o progresso tão desejado…
Texto e encenação de Romão Janeiro

Dia 11 de novembro, às 15,30 horas
“Cascata de Emoções”, pela Companhia Montes da Senhora (de Proença-A-Nova)
GÉNERO: revista
SINOPSE: Um espetáculo composto por pequenos quadros cómicos, dramáticos e musicais, recorrendo a música popular, matrafonas, “stand up”, mímica, dança, abarcando todas as artes de palco que se possam imaginar…
Texto e encenação de Daniel Alves

1 de agosto de 2012

A COMÉDIA REGRESSA A CASA



No próximo dia 9 de agosto, pelas 21 horas e 30 minutos, o Teatro Olimpo irá subir ao palco do Centro Cultural de Ansião, para apresentar “O Que Há Mais São Homens!”, uma peça estreada em 2009 que o público ansianense terá agora a oportunidade de revisitar, por ocasião das Festas do Concelho, edição de 2012, num espetáculo que será de entrada livre.
Durante três anos esta produção andou em digressão um pouco por todo o país: de Vila Nova de Gaia à Pampilhosa da Serra, de Évora à Póvoa de Lanhoso, de Viseu à Guarda, de Fafe ao Bombarral, de Abrantes a Oliveira de Azeméis, entre tantas outras terras. É chegado o momento deste espetáculo “regressar à casa onde nasceu”, para cumprir um tributo ao seu próprio público, sua verdadeira razão de ser e de existir.
Com luz e som de Carlos Duarte, um elenco constituído por Sílvia Ferrete, Catarina Reis, Sónia Valente e Casimiro Simões (que também assina a encenação e adaptação do texto), procurará transportar os espetadores para um carrocel de episódios, mais ou menos rocambolescos, com o firme objetivo de satirizar essa eterna guerra celebrizada como “dos sexos”…
Trata-se de um espetáculo construído a partir de contos do escritor Luís Veríssimo, à semelhança de outras produções anteriores, eminentemente cómicas, que obedeceram aos mesmos moldes: “Caleidoscópio” (estreada em 2007), “Curso Básico Para Uma Relação A Dois” (estreada em 2005) e “Mentiras Que Os Homens Contam” (estreada em 2004).
Fundado em janeiro de 1997, bem cedo o grupo enveredou pelo projeto de transformar uma sucessão de contos numa peça de teatro. A primeira produção com essas características nasceu em junho de 1997, a partir de textos do advogado ansianense Prates Miguel, num espetáculo intitulado “Trinta Por Uma Linha”.
Recordemos um pormenor curioso dessa aventura pioneira. No final da apresentação, os atores vinham à boca de cena e cantavam em uníssono, uma música com este refrão: “fiz trinta por uma linha, porque tudo vale a pena…”